terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Resenha: Footloose
Adoro remakes. E pra todo mundo que digo isso – talvez você pense o mesmo – acaba dizendo que sou completamente louca, que clássicos não deveriam ser refeitos e tudo mais. Na minha opinião, o que os torna clássicos são as histórias boas. Claro, nem todos. Mas não é a discussão aqui. Se a história é boa e nos anos 80 o pessoal curtiu pra caramba, porque os jovens de hoje não poderiam curtir? Fazer um jovem assistir a um filme antigo é maçante – não sei se já tentaram. Na sala de aula quando passamos filmes antigos a reclamação é quase imediata. “Não conheço os atores”, “os efeitos são uma droga”, “que imagem horrível”, etc. Se o remake é feito e eles assistem e, se Deus quiser se interessam a ver os clássicos, qual o problema?
Se não gosta de remake, não assista.
Quando soube que a Galera Record estava lançando o livro Footloose, que tem a história baseada no roteiro do remake do clássico, fiquei contente. Sou louca pela vida de Ren como Kevin Bacon, acho Sarah Jessica Parker uma fofa no filme antigo e curti bastante que o roteiro novo manteve muito desse sentimento. Estou curiosa pelo filme e isso me fez rever o antigo novamente!
As diferença são grandes, claro. É, claramente, uma versão para chamar atenção dos jovens de hoje. Música hip hop, garotos gatinhos, a menina usando short curtinho, etc. Mas toda a questão de “hey, não é só a dança. Quero fazer algo de verdade” se manteve e isso é, certamente, já um ponto positivo.
O livro é super fácil. A leitura é simples, na visão na terceira pessoa te dá possibilidade de saber tudo que acontece com todos os personagens. Nada muito profundo. O livro é corridinho e sem muito envolvimento sentimental com todo mundo.
Acho Ren uma gracinha. Ele chega na cidade e já quer ajudar os jovens a lutarem pelo que gostam. Já Ariel me dá nos nervos, desde o clássico. No livro ainda mais. Apesar de tentarem, a personagem dela continua rasa, sem profundidade nenhuma e completamente fútil. Achei que o remake fosse tentar mudar um pouco disso, mas pelo visto não.
De qualquer forma, Footloose – o livro, é ótimo para se divertir e passar um tempo gostoso se esquecendo dos seus problemas. E dá vontade de dançar. Você quer, desesperadamente, morar em uma cidade pequena onde as pessoas colocam música alta nas lanchonetes e não têm problema nenhum em dançar como se não houvesse amanhã. Ai ai…
Afinal, Footloose trata sobre leis e proibição dos pais aos jovens. Quando um grupo de garotos acaba se acidentando indo para uma festa, a Igreja e a congregação da cidade acabam proibindo união de adolescentes com dança, acreditando que seria a maneira mais fácil de protegê-los. Os jovens não se rebelam, embora muitos continuem fazendo escondido. A questão toda é sobre o conhecimento dos pais sobre seus filhos. Os pais escutam o que suas crianças querem dizer? Eles se preocupam com o que elas gostam, com o que querem ou com o que pensam? Uma discussão atemporal, que deve ser pensada e debatida hoje em dia – assim como láaa nos anos 80.
E como mensagem do livro, é realmente muito bom.
Até que ponto a proibição é melhor do que o debate?
Livro bastante indicado para quem quer se divertir. Footloose estréia em breve nos cinemas então se você nunca viu o filme com Kevin Bacon dançando no celeiro loucamente, batendo no seu fusca e requebrando como se não houvesse amanhã, alugue (ou baixe na internet, shhhh)! Vale muito a pena conhecer o clássico antes de se aprofundar na novidade!
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